'Hysteria' conta história do vibrador para abordar conservadorismo e masculinidade


Cena de Hysteria. Alegoria para discutir moral
aristocrata e papel masculino nas relações
Guilherme Bryan, Rede Brasil Atual

“A diretora norte-americana Tanya Wexler, de 42 anos, tem o seu novo filme, Hysteria, lançado em circuito nacional nesta sexta-feira (9), nos cinemas brasileiros. Ela estreou no cinema em 1998, com a comédia romântica gay “Finding North". Estrelado por Hugh Dancy e Maggie Gyllenhaal, o novo trabalho da autora conta a história da criação do primeiro vibrador. Porém, esse tema é apenas a frente da trama usada para uma abordar a moral da sociedade britânica do século XIX, em plena era vitoriana, e de que modo ela encarava as mulheres que fugiam dos padrões machistas de então.


O Dr. Robert Dalrymple, na interpretação de Jonathan Pryce, contrata o jovem Mortmier Granville (Hugh Dancy) para massagear o órgão sexual feminino em mesas especialmente preparadas em seu consultório, a fim de lhes dar mais prazer e, assim, resolver o problema da histeria, que dá nome ao filme – mas também nervosismo, insônia, exaustão, frustração sexual e depressão. Porém, ele se apaixona pela jovem filha do patrão, Emily Dalrymple (a linda Felicity Jones), enquanto a irmã desta parece ser uma solteirona convicta, que se envolve em causas sociais e faz questão de defender os menos favorecidos da sociedade de então.

A grande discussão levantada parece ser a de que, numa sociedade em que não havia muita liberdade sexual, foi necessário criar um aparelho mecânico a fim de dar mais prazer às mulheres, uma vez que os homens pareciam preocupados demais com seus negócios e afazeres. Nesse caso, a escolha da diretora Tanya Wexler e da ótima atriz Maggie Gyllenhall parece muito mais do que acertada. É interessante observar também como eram os procedimentos médicos e jurídicos da época.

Porém, embora muito divertido e prazeroso, “Hysteria” não possui grandes novidades. A opção é pela narrativa clássica e, aliás, a cidade de Londres aparece muito pouco, uma vez que a opção é praticamente por cenas realizadas em estúdios, desde consultórios médicos até um tribunal de Justiça.

E atenção: vale a pena esperar para conferir os letreiros finais e prestar atenção na trilha musical de Gast Waltzing e Christian Henson.”
Foto: ©reprodução

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